Os cuidadores frequentemente lidam com comportamentos incomuns, indisciplinados e embaraçosos por parte dos idosos.
Ocasionalmente, os idosos podem até reagir agressivamente contra quem cuida deles. Isso pode ser por frustração, por exemplo, se um idoso já não consegue fazer certas coisas sozinho ou se sente que já não tem controlo sobre a sua vida quotidiana.
O idoso também pode estar preocupado com o futuro, por exemplo, se precisar de cuidados durante muito tempo, pode preocupar-se com como vai pagar por isso ou com a possibilidade de perder a sua casa e ter de se mudar para um lar de idosos.
Por outro lado, pode ser um caso de sintomas depressivos, especialmente se tiver passado por um luto recentemente, e o idoso precisa de ter uma válvula de escape de qualquer forma.
Comportamentos desafiadores ou perturbadores podem assumir muitas formas e não existe uma solução única para lidar com eles.
Aprender a identificar comportamentos desafiadores mais comuns permitirá que os cuidadores prestem melhores cuidados e promovam um ambiente mais seguro para todos os envolvidos na prestação de cuidados.
Quais são as causas dos comportamentos difíceis dos idosos?
Para lidar da melhor forma com comportamentos desafiadores exibidos por um idoso, é crucial primeiro chegar à causa raiz do comportamento. Somente depois de chegar ao fundo da questão é que se pode entender a situação e encontrar soluções mais adequadas.
Problemas de saúde como Alzheimer ou demência podem levar à confusão, medo e ansiedade, muitas vezes manifestando-se como comportamento agressivo ou perturbador.
Mudanças no ambiente, na rotina ou mesmo no cuidador também podem desencadear respostas desorientadas. Além disso, o desconforto físico ou a dor, muitas vezes devido a doenças crónicas ou falta de mobilidade, podem levar à inquietação e irritabilidade.
Às vezes, o comportamento pode ser um efeito colateral de medicamentos ou uma indicação de necessidades não atendidas, como fome, sede ou necessidade de interação social.
Compreender a causa raiz desses comportamentos pode levar o cuidador a lidar com eles de forma mais eficaz.
Como lidar com o comportamento abusivo de um idoso?
Embora haja estratégias para lidar com os comportamentos difíceis dos idosos, os cuidadores têm que encontrar uma forma pessoal para lidar com esses comportamentos.
O ideal seria, que o cuidador pudesse explicar a alguém como o comportamento o faz sentir, mas muitos cuidadores não conseguem expressar-se ou desabafar em conversas.
Se o abuso for verbal ou emocional, o cuidador pode tentar ajudar o idoso a perceber o quanto faz por ele, afastando-se por um tempo. Se o idoso necessita de supervisão e assistência para garantir a sua segurança, o cuidador pode recorrer à ajuda externa para assumir essas funções.
O afastamento, ainda que temporário, da situação pode deixar claro que o comportamento abusivo não será tolerado. O cuidador poderá assim, criar a oportunidade ao idoso para ter uma apreciação renovada pelos cuidados que recebe.
Se o problema for abuso físico, o cuidador deve procurar ajuda profissional.
Isso pode consistir em contactar a polícia ou a Segurança Social, participar de aconselhamento ou entregar permanentemente os cuidados do idoso a um tutor nomeado pelo tribunal, a uma empresa de apoio domiciliário, quando se trata de cuidadores informais, ou uma instituição de cuidados de longa duração.
Quais são os tipos de comportamentos difíceis dos idosos?
Os cuidados aos idosos tentam sempre que possível colmatar a lacuna entre o que os idosos desejam e o que é recomendado do ponto de vista médico.
Por isso, mesmo em situações onde há comportamentos mais difíceis por parte dos idosos, é importante manter o contexto de uma prestação de cuidados com um bom plano de cuidados.
Neste sentido os planos de cuidados devem ser personalizados e com comunicação aberta e abordagem das causas profundas dos conflitos, onde são consideradas as preferências, valores e objetivos individuais nas decisões de tratamento.
Os cuidados devem também promover um diálogo respeitoso e abordar potenciais barreiras, como falta de compreensão ou medo da dor.
Estes são os tipos mais comuns de comportamentos desafiadores dos idosos:
Chamar a atenção constantemente
Os idosos podem ver os cuidados como um compromisso 24 horas por dia, 7 dias por semana. No entanto, os cuidadores têm outras obrigações e prioridades, como trabalho, família e a sua própria saúde física e mental, quer sejam cuidadores informais ou formais.
Os idosos que ainda são capazes de fazer coisas por si próprios podem facilmente tornar-se completamente dependentes de um cuidador para todas as suas necessidades físicas e emocionais.
Quando essa dependência é opcional, isso pode tornar as suas exigências ainda mais frustrantes. Alguns idosos podem mesmo sabotar os planos dos seus cuidadores para quaisquer atividades que não sejam a prestação de cuidados, incluindo trabalho, férias e tempo com a família.
Esta situação não é aceitável. Apesar de tudo, o cuidador tem que se cuidar também.
Cuidar de alguém pode facilmente tornar-se um trabalho demasiado exigente. Estabelecer limites com um idoso exigente é crucial e não o fazer é uma receita para o esgotamento ou burnout do cuidador.
Para evitar esta situação, o cuidador pode envolver os idosos em atividades e eventos sociais que não o envolvam diretamente.
Dependendo das capacidades dos idosos, outras atividades como clubes do livro, centros para idosos, oportunidades de voluntariado e aulas de arte podem ser opções viáveis para fazer com que um idoso se concentre em algo além da atenção do cuidador.
Podem eventualmente resistir e reclamar, mas ter outras pessoas com quem interagir combate a solidão e torna os idosos menos dependentes do cuidador.
Se os idosos estiverem confinados em casa, outros membros da família, amigos, ou alguém que os possa visitar regularmente, são outras opções.
Agressividade
O comportamento agressivo pode manifestar-se de várias formas e é frequentemente uma resposta à frustração, desconforto ou medo, embora fatores biológicos como a genética e fatores hormonais possam também contribuir para isso.
A alteração comportamental pode ser atribuída a distúrbios cognitivos como demência ou Alzheimer, também. Nesses casos, os idosos podem lutar contra a confusão ou dificuldade de comunicação, levando à frustração que se manifesta como agressividade.
O desconforto físico devido a doenças, efeitos colaterais de medicamentos ou simplesmente os desconfortos gerais do envelhecimento também podem ser um gatilho.
A agressividade pode ser uma forma dos idosos comunicarem as suas necessidades não atendidas quando não têm outros meios para fazê-lo.
Além disso, os idosos podem sentir uma perda de controlo sobre as suas vidas à medida que se tornam mais dependentes dos outros, o que pode resultar em comportamento agressivo como uma tentativa de recuperar esse controlo.
Uma estratégia que pode ser eficaz é manter a calma e a compostura, mesmo diante da agressividade. Responder com agressividade pode agravar a situação, enquanto uma atitude calma pode ajudar a amenizá-la.
Reforçar o comportamento positivo com elogios ou recompensas também pode ser benéfico, pois incentiva a repetição dessas ações e comportamentos positivos.
Também é importante garantir que as necessidades básicas sejam atendidas. Fome, sede ou desconforto muitas vezes podem levar à frustração e agressividade.
A reavaliação regular da eficácia e dos efeitos colaterais da medicação também é essencial, pois mudanças na medicação ou na dosagem muitas vezes podem desencadear agressividade.
Proporcionar um ambiente estruturado e previsível pode ajudar a aliviar os sentimentos de confusão ou medo que podem levar à agressividade. Isto pode incluir manter uma rotina diária consistente, proporcionar comunicação e instruções claras e garantir que o ambiente é seguro e reconfortante.
Paranoia, delírios e alucinações
Se o idoso sente constantemente que está a ser vigiado ou está convencido de que alguém está a conspirar contra ele, pode estar a sofrer de paranoia e delírios.
Paranoia, delírios e até mesmo alucinações são experiências angustiantes para os idosos e são muitas vezes sintomas de condições como demência ou esquizofrenia, podendo induzir uma profunda sensação de medo, confusão e desorientação.
A paranoia pode-se manifestar como suspeitas irracionais ou desconfiança, enquanto os delírios geralmente envolvem crenças falsas não baseadas na realidade. As alucinações, por outro lado, envolvem percecionar coisas que não existem.
Paciência e empatia são fundamentais para lidar com estas situações. É essencial reconhecer que essas experiências são muito reais para os idosos que as vivenciam.
O cuidador não deve tentar convencer os idosos de que estão errados ou equivocados. Em vez disso, manter uma postura calma pode ajudar a reduzir a ansiedade e a agitação, que muitas vezes exacerbam esses sintomas.
O cuidador pode tranquilizar gentilmente o idoso sem confrontá-lo diretamente ou descartar suas experiências, pois isso muitas vezes pode levar a uma escalada do comportamento.
Exercícios leves regulares e manter uma rotina também podem ajudar a reduzir o stress e promover um sono melhor. Envolver o idoso em atividades orientadas para a realidade, como ler o jornal ou discutir eventos atuais, também pode ser benéfico.
Acumulação de objetos e coisas de forma compulsiva
Às vezes, devido à perda de memória, alguns idosos podem acreditar que algo está guardado em algum lugar, mas descobrem que não está. E se passarem por situações como essa com frequência, podem concluir que alguém está a esconder ou roubar coisas deles.
Por sua vez, este comportamento pode incentivar a acumulação compulsiva de coisas e o armazenamento de uma quantidade excessiva de itens que podem não ter valor.
Outras vezes, o acumular pode resultar de condições de saúde mental subjacentes, como o transtorno obsessivo-compulsivo. Também pode desenvolver-se após um trauma ou luto.
Devido a isto o idoso pode recolher mais itens com elevado valor sentimental, ou guardar mais itens físicos porque teme perder as memórias.
O cuidador pode negociar quais os itens a deitar fora ou a dar, mas fazendo isto com calma, pois pressionar o idoso a deitar fora muitas coisas de uma só vez pode causar-lhe um grande sofrimento.
Normalmente, os idosos podem ser incapazes de distinguir o que é valioso, por isso, o cuidador pode criar uma caixa de memórias e depois ajudá-los a filtrar melhor as coisas especiais ou significativas que devem guardar.
Se o idoso está a acumular coisas de forma extrema, o cuidador deve considerar contactar o médico, pois este pode recomendar terapias comportamentais que podem ser mais eficazes para desencorajar a acumulação.
Comportamento obsessivo-compulsivo
O comportamento obsessivo-compulsivo em idosos pode apresentar desafios únicos. Muitas vezes, estes comportamentos podem intensificar-se como resultado de condições como demência ou doença de Parkinson.
As manifestações típicas podem incluir verificações repetidas, extrema organização ou incapacidade de descartar itens inúteis.
O cuidador pode tentar controlar o ambiente para reduzir os gatilhos deste comportamento e organizar o espaço e mantendo-o livre de desordem para evitar limpeza obsessiva ou acumulação.
Técnicas de relaxamento guiadas podem aliviar a ansiedade frequentemente associada a este comportamento. Exercícios de respiração profunda ou ioga suave podem induzir um efeito calmante.
A atividade física regular, como caminhadas ou alongamentos leves, também pode ajudar a melhorar o humor e reduzir a ansiedade.
A comunicação aberta é essencial. Conversar com o idoso sobre os seus comportamentos de maneira empática e sem julgamentos. Incentivar a expressar os sentimentos e medos relacionados a esses comportamentos.
Um profissional de saúde mental pode fornecer estratégias terapêuticas e, se necessário, medicação para gerir o comportamento de forma eficaz.
O objetivo não é eliminar completamente o comportamento, mas de ajudar o idoso a geri-lo de forma a não interferir na sua qualidade de vida.
Comportamento repetitivo
O comportamento repetitivo e o comportamento compulsivo, embora semelhantes, têm características distintas, especialmente quando observados em idosos.
O comportamento repetitivo em idosos, frequentemente observado em condições como Alzheimer ou outras formas de demência, é caracterizado por certas ações ou tarefas realizadas repetidamente.
Estas podem incluir fala repetitiva, como fazer a mesma pergunta repetidamente, ou comportamentos físicos como andar de um lado para o outro, torcer as mãos ou organizar objetos.
Este comportamento muitas vezes decorre da ansiedade, tédio ou incapacidade de processar novas informações e pode ser um sinal de declínio cognitivo.
O comportamento compulsivo, por outro lado, é caracterizado por pensamentos irracionais e persistentes ou obsessões, que criam ansiedade, levando a comportamentos compulsivos realizados para aliviar o sofrimento.
Embora o comportamento repetitivo possa ser devido à diminuição da função cognitiva ou simplesmente ao hábito, o comportamento compulsivo está mais enraizado na ansiedade e é frequentemente acompanhado por sentimentos de angústia se os comportamentos ou rituais não puderem ser realizados.
O comportamento repetitivo em idosos pode ser difícil de gerir e também pode levar à frustração tanto para o idoso como para os seus cuidadores. No entanto, é importante compreender que este comportamento é um sintoma de uma condição subjacente e não é intencional.
Identificar os gatilhos e tentar eliminá-los ou reduzi-los pode ajudar. o processo pode passar por encontrar maneiras de diminuir a ansiedade, oferecer atividades para combater o tédio ou simplificar tarefas e rotinas para facilitar o processamento das mesmas.
Também é importante validar os sentimentos dos idosos, mesmo que eles estejam a repetir-se, já que isso pode ajudar a reduzir a frustração e proporcionar uma sensação de conforto para o idoso.
Em alguns casos, podem ser prescritos medicamentos para ajudar a gerir o comportamento repetitivo em idosos. No entanto, isso deve ser sempre discutido com um médico e usado como último recurso.
Gastos excessivos ou frugalidade extrema
Muitos cuidadores podem ficar preocupados com os hábitos de gastos excessivos do idoso.
Alguns idosos acumulam dívidas, jogam ou enviam dinheiro para instituições de caridade e golpistas, enquanto outros se recusam a gastar um único centavo em coisas de que realmente precisam, como medicamentos, fraldas para adultos e cuidados de longa duração.
Quando os idosos perdem a independência em algumas áreas, muitas vezes tentam compensar essa perda de outras formas. Gastar dinheiro ou poupar demasiado é uma dessas formas.
Os idosos geralmente insistem que não há problema com o dinheiro. O dinheiro é deles e podem gastá-lo como quiserem. Eles têm o direito de gerir as suas próprias finanças, mas se não forem competentes, ou se houver declínio cognitivo, é crucial abordar esta questão frontalmente.
Para muitos idosos, a má gestão do dinheiro é um dos primeiros sinais de demência. Se o assunto passar despercebido ou não for abordado por muito tempo, pode ter um impacto grave no tipo e na quantidade de cuidados que um idoso poderá ter que ter no futuro.
Quando o descuido ou a mesquinhez excessiva são as causas, pode ser útil recorrer a uma terceira pessoa. Pode ser um consultor financeiro, um amigo ou qualquer pessoa cuja opinião o idoso respeite.
Recusa em tomar banho
A questão dos idosos se recusarem a tomar banho, trocar de roupa e manter uma boa higiene pessoal é muito mais comum do que a maioria das pessoas pensa e isso também é muito frustrante para os cuidadores.
Às vezes, a causa é a depressão, mas outro fator pode ser o desejo de autonomia. À medida que as pessoas envelhecem, perdem cada vez mais o controlo sobre as suas vidas.
No entanto, uma coisa que geralmente podem controlar é como se vestem e quando tomam banho. Parece que quanto mais se insiste com os idosos para que tomem banho e vistam roupas limpas, mais eles resistem.
O declínio dos sentidos da visão e do olfato também pode contribuir para o problema. Os nossos sentidos enfraquecem à medida que envelhecemos, por isso os idosos podem não detetar o seu próprio odor corporal ou ver o quanto as suas roupas estão sujas.
Se houver problemas de memória, eles podem perder a noção do tempo e nem perceber há quanto tempo não tomam banho.
Por outro lado, o medo e o desconforto, podem desempenhar um papel importante na sua resistência. Muitos idosos desenvolvem medo de cair e escorregar na banheira e muitas vezes têm vergonha de pedir ajuda.
O primeiro passo para lidar com a situação é determinar por que o idoso parou de tomar banho.
Se a causa for depressão, conversar com o médico sobre soluções como terapia e medicamentos antidepressivos. Se a modéstia for um problema e o idoso não quiser que um cuidador o ajude a tomar banho, poderá ser que um enfermeiro seja melhor aceite.
Se um idoso tem medo da água ou de escorregar na banheira, existem muitos tipos de cadeiras de banho, chuveiros de mão, barras de apoio e outros produtos para idosos que podem proporcionar maior estabilidade e conforto.
O cuidador deve fazer o que puder para manter os idosos limpos, mas também deve manter as expectativas realistas. Poderá ter de baixar os seus padrões e ajustar a sua definição de limpeza.
Tomar banho uma ou duas vezes por semana é geralmente suficiente para idosos sem problemas de incontinência, a fim de evitar lesões na pele e infeções.
Palavrões e linguagem ofensiva
Quando um idoso de repente começa a dizer os piores palavrões, a usar linguagem ofensiva ou a dizer coisas inadequadas, os familiares e cuidadores ficam muitas vezes perplexos quanto ao motivo e o que podem fazer a esse respeito.
Quando essas explosões verbais acontecem em privado, são dolorosas; quando acontecem em público, podem ser extremamente embaraçosas.
Quando esse comportamento é atípico para um idoso e piora gradualmente, o início da doença de Alzheimer ou outra forma de demência é uma causa provável.
Se o início for bastante repentino, uma infeção do trato urinário é outra causa comum. Estas infeções apresentam-se de maneira muito diferente em idosos do que em pessoas mais jovens, e os sintomas geralmente incluem mudanças comportamentais, como agitação.
Mas se a demência não for um problema e o idoso for simplesmente grosseiro, pode-se tentar estabelecer regras básicas e firmes.
Deixar bem claro que não se tolerará esse tipo de linguagem, especialmente em locais públicos, desta forma, um pouco de culpa pode ser eficaz para fazer o idoso perceber que o seu comportamento é inaceitável e ofensivo para outras pessoas.
Quando uma série de palavrões começa, outra técnica é usar a distração. A explosão pode acabar quando eles se concentrarem em outra coisa, especialmente no caso de idosos com demência.
Os idosos adoram relembrar o passado, e levá-los a mudar de assunto e ir buscar a memória de longo prazo provavelmente fará com que eles esqueçam o que os irritou inicialmente.
Se nenhuma dessas estratégias funcionar, a melhor opção é aprender a não levar este comportamento para o lado pessoal. Quando um idoso se torna hostil, o cuidador pode afastar-se, desaparecer por um tempo e esperar que a situação passe.
Recusa em aceitar cuidadores profissionais
Quando os cuidadores familiares decidem contratar apoio domiciliário para os idosos, esse plano muitas vezes é prejudicado quando estes se recusam a deixar os cuidadores entrarem nas suas casas.
A presença de um estranho sugere ao idoso que a sua família não pode ou não quer cuidar dele, por outro lado, isso também amplia a extensão das suas necessidades e faz com que se sintam vulneráveis.
Deve haver um esforço para entender as razões do idoso para resistir aos cuidados domiciliares, que podem incluir medo, vergonha, ressentimento ou uma mistura de todos.
Conversar com o idoso sobre os seus sentimentos e trabalhar em conjunto para encontrar soluções com as quais todos possam aceitar. Por exemplo, pode-se combinar para que o idoso conheça o cuidador primeiro num café ou noutro local fora de casa.
Pedir ao idoso para simplesmente experimentar os cuidados domiciliares temporariamente, desta forma, quando o idoso se habituar a ter alguém em casa e estabelecer uma relação de confiança com o cuidador, ficará mais à vontade para aceitar ajuda adicional.
Conclusão
Embora cuidar de um idoso possa ser gratificante, também apresenta dificuldades, especialmente quando se trata de cuidar de alguém com comportamentos imprevisíveis e desafiadores.
Embora estes comportamentos difíceis, na maioria das vezes, não sejam culpa do idoso, é importante que sejam geridos adequadamente. Caso contrário, isso pode ter um impacto negativo na saúde mental e no bem-estar do idoso, bem como na do seu cuidador.
Além disso, os problemas comportamentais podem fazer com que os idosos se afastem dos amigos e da família, levando a um maior isolamento.
Existem muitas maneiras de controlar os comportamentos em idosos, mas o mais importante é adaptar os cuidados a cada situação e a cada idoso.
Atividades para manter os idosos ocupados e ajudar a melhorar o humor, podem mitigar alguns dos comportamentos difíceis, por exemplo.
Ao adotar uma abordagem mais abrangente que prioriza o bem-estar, as preferências e os objetivos do idoso, é possível navegar pelas complexidades dos cuidados que contemplam os comportamentos mais difíceis e encontrar estratégias mais adequadas e que sejam significativas para os idosos e para os cuidadores.
Juntos Cuidamos Melhor!
(FAQ) Perguntas Frequentes
Para lidar com a agressividade do idoso é necessário usar a força?
Não. Quando a agressividade é verbal, o cuidador pode afastar-se ou tentar fazer o idoso entender que ficou magoado. Se for agressividade física, o melhor será falar com o médico, ou se for uma agressividade violenta e caso seja necessário, contactar as autoridades.
Referências:
- Aging Care
- Elder

